Quando leio “banda brasileira de metal”, penso “isso geralmente tem dois caminhos: vergonha alheia dos conterrâneos ou profunda admiração do estrangeiro”. Não sei exatamente o porque, mas parece que todas as nossas bandas de metal que estão chamando a atenção tendem a ser apenas mais do mesmo, sem trazer grandes novidades ou pelo menos tentar reinventar títulos antigos. Claro que essa minha impressão/teoria só estava correta até o dia em que ouvi pela primeira vez a Monster Coyote.
Quando eu baixei o álbum Stoner to the boner,não sabia o que me esperava, tinha lido pouco sobre a banda e visto muito por alto uns comentários positivos. Fui na onda de ouvir por ouvir. Obviamente minha reação inicial foi de incredulidade, porque não conseguia acreditar que tinham uma banda nacional fazendo aquele estilo de música dentro de um padrão de qualidade tão grande. Na mesma hora eu soltei um “pqp, eu to ouvindo o Metalica antigo só que muito melhor!” e até o exato momento em que escrevo essa crítica, posso dizer que minha hiperbole inicial não é um exagero e nem algo desmerecido.
O Monster Coyote está classificado dentro do metal como “Stoner Metal”, o que na verdade é o antigo Trash com algumas pequenas modificações em questões pouco essenciais como letras e velocidade das músicas e não se engane se você ler por ai algo totalmente diferente, parece que o “povinho do metal” tem uma necessidade quase fetichista de estar sempre criando novos nomes para padrões que já existem.
Saber em qual classificação a MC está não faz muita diferença, basicamente porque o som vai te capturar e reativar células de raiva e rancor dentro do seu sangue, no melhor estilo Hulk. A profundidade das melodias está diretamente ligada a freqüência rítmica que existe entre o peso da bateria e a fluidez dos riffs que correm soltos como se estivessem num carro roubado sendo persiguidos pela polícia. Ou seja, tudo no Monster Coyote é cheio de raiva e um sentimento de “sou mal pra caralho, vai me encarar”.
O único elemento que pode incomodar na Monster Coyote e seu Stoner to the boner (principalmente os mais ufanistas) é que o álbum é todo cantado em inglês. Não me incomodou, mas minha visão sobre esse tipo de assunto é bem realista, simplesmente sei que existem estilos de música que não podem ser adaptados tão livremente. O Stoner metal da Monster Coyote ficaria extremamente ridículo com um sotaque paulista ou nordestino, então agradeço pelo caras nem tentarem esse tipo de coisa.




A minha ultima informação é que todo o trabalho da capa do álbum foi feito por um jovem artista chamado Gustavo Rocha, cujas obras podem ser vistas no seu flickr

Quando leio “banda brasileira de metal”, penso “isso geralmente tem dois caminhos: vergonha alheia dos conterrâneos ou profunda admiração do estrangeiro”. Não sei exatamente o porque, mas parece que todas as nossas bandas de metal que estão chamando a atenção tendem a ser apenas mais do mesmo, sem trazer grandes novidades ou pelo menos tentar reinventar títulos antigos. Claro que essa minha impressão/teoria só estava correta até o dia em que ouvi pela primeira vez a Monster Coyote.

Quando eu baixei o álbum Stoner to the boner,não sabia o que me esperava, tinha lido pouco sobre a banda e visto muito por alto uns comentários positivos. Fui na onda de ouvir por ouvir. Obviamente minha reação inicial foi de incredulidade, porque não conseguia acreditar que tinham uma banda nacional fazendo aquele estilo de música dentro de um padrão de qualidade tão grande. Na mesma hora eu soltei um “pqp, eu to ouvindo o Metalica antigo só que muito melhor!” e até o exato momento em que escrevo essa crítica, posso dizer que minha hiperbole inicial não é um exagero e nem algo desmerecido.

O Monster Coyote está classificado dentro do metal como “Stoner Metal”, o que na verdade é o antigo Trash com algumas pequenas modificações em questões pouco essenciais como letras e velocidade das músicas e não se engane se você ler por ai algo totalmente diferente, parece que o “povinho do metal” tem uma necessidade quase fetichista de estar sempre criando novos nomes para padrões que já existem.

Saber em qual classificação a MC está não faz muita diferença, basicamente porque o som vai te capturar e reativar células de raiva e rancor dentro do seu sangue, no melhor estilo Hulk. A profundidade das melodias está diretamente ligada a freqüência rítmica que existe entre o peso da bateria e a fluidez dos riffs que correm soltos como se estivessem num carro roubado sendo persiguidos pela polícia. Ou seja, tudo no Monster Coyote é cheio de raiva e um sentimento de “sou mal pra caralho, vai me encarar”.

O único elemento que pode incomodar na Monster Coyote e seu Stoner to the boner (principalmente os mais ufanistas) é que o álbum é todo cantado em inglês. Não me incomodou, mas minha visão sobre esse tipo de assunto é bem realista, simplesmente sei que existem estilos de música que não podem ser adaptados tão livremente. O Stoner metal da Monster Coyote ficaria extremamente ridículo com um sotaque paulista ou nordestino, então agradeço pelo caras nem tentarem esse tipo de coisa.

A minha ultima informação é que todo o trabalho da capa do álbum foi feito por um jovem artista chamado Gustavo Rocha, cujas obras podem ser vistas no seu flickr

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